Sobre
Luciano RochaEu não comecei pela técnica.
Comecei pelo silêncio, pela luz que atravessa o tempo e pela urgência de dizer algo sem palavras.
Sou Luciano Rocha.
Nasci em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, em 1978. Minha formação em Publicidade e Propaganda me ensinou a comunicar ideias, mas foi a arte que me ensinou a sentir. A fotografia surgiu como um chamado — e nunca mais me deixou. Foi em Piedade-SP que escolhi fincar raízes, amadurecer o olhar e transformar a fotografia no meu modo de existir no mundo.
Em 1997, escolhi o preto e branco como linguagem. Não por estética, mas por necessidade. Meu trabalho nasceu surrealista, dramático, intenso — como eu. Levei essas imagens por galerias, universidades e movimentos culturais por todo o Estado de São Paulo. A exposição “Utopia do Alfa” não foi apenas um marco na minha carreira; foi uma virada interna. Ali, compreendi que minha fotografia não queria agradar — queria provocar, questionar e permanecer.
Meus trabalhos atravessaram olhares distintos: fotógrafos, psicólogos, artistas e pessoas comuns que se reconheceram nas imagens. Esse reconhecimento nunca foi sobre vaidade, mas sobre conexão. Quando alguém se vê em uma fotografia, algo profundo acontece.
Em 2003, fundei o Luciano Rocha Photo Studio. Ao migrar para a fotografia social, especialmente casamentos e eventos, não abandonei a arte — eu a infiltrei onde ela quase não existia. Enxerguei um mercado repetitivo e senti a necessidade de romper padrões, de oferecer às pessoas não apenas fotos, mas significado. Um novo conceito. Uma nova experiência.
Hoje, meu trabalho é um encontro entre arte e vida. Fotografia autoral, feita com presença, escuta e sensibilidade. Busco harmonia com as pessoas, com o ambiente e com o instante — porque acredito que os melhores momentos não se repetem, mas podem ser eternizados com verdade.
Não fotografo apenas o que acontece. Fotografo o que se sente.
Trabalho com alma e coração, porque sei que a memória é um território sagrado.
Quero fazer parte da sua história.
Não apenas registrar seus momentos, mas narrar o que existe por trás deles. Transformar gestos simples em poesia, olhares em herança, e cada registro em uma lembrança que atravessa gerações.
Isso não é apenas um texto.
É o manifesto de alguém profundamente apaixonado pelo que faz.
Obrigado por me ler.
Será uma honra contar a sua história.